Para uma pessoa bonita

Há alguns meses ganhei da minha querida aluna Roberta um livro com o título “Para uma pessoa bonita” que são contos de uma mestra zen chamada “Shundo Aoyama Rôshi”. Tenho me deliciado com as magníficas palavras e como é de costume em muitos momentos chego a me emocionar com tamanha sensibilidade e sabedoria. Aos poucos postarei mais passagens deste livro, mas hoje  para começar, vamos falar de BELEZA!

“Eu desejo ardentemente envelhecer deste modo”

Simone Saavedra

Quero me tornar uma pessoa bonita

Todos os dias e em todos os momentos as pessoas caminham sem se dar conta de que revelam no rosto e no corpo tudo aquilo que já viveram. Esse desnudamento pode ser embaraçoso e até mesmo assustador. Que coisa terrível!

Desde nosso nascimento, tudo o que pensamos e falamos todas as nossas açoes e intenções, tudo isso molda nosso corpo, nossa mente, nosso ser. Basta um simples olhar e toda nossa caminhada, etapa por etapa, nitidamente se revela para aqueles que sabem ver.

Depois dos quarenta anos de idade somos responsáveis por nosso rosto. Teria sido dito por Lincoln?! De fato, é por volta dos quarenta anos que a face e o corpo, esculpidos lentamente desde o nascimento por cinzéis invisíveis, revelam o que nem roupas, nem maquiagem podem esconder.

O professor Aizu Yaichi escreveu certa vez a um conhecido: Meu caro amigo: em cada circunstância, agindo e pensando tranquilamente, atenção e o coração em paz, espero tornar-me uma pessoa bonita. São palavras comoventes.

Também eu desejo ardentemente envelhecer deste modo.

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