Yoga para crianças e adolescentes

Por Nathalie Sigaki

Trabalho de Conclusão do Curso de “Formação em Yoga como suporte do Ayurveda 2020”.

Yoga para crianças e adolescentes

Quero iniciar esse trabalho dizendo o porquê eu escolhi este tema, que também é a mesma razão que me motivou a ir em busca do curso de formação para crianças e adolescentes.

Eu realmente acredito que o yoga transforma, e vendo tanta violência, corrupção e outras injustiças acontecendo hoje em dia, me deu um insight, a minha intuição me disse que temos que ir na “raiz”, temos que cuidar dos nossos pequenos, as crianças, assim quem sabe poderíamos sim mudar o nosso futuro.

Como uma frase famosa de Dalai Lama: “se todas as crianças de 8 anos aprendessem a meditar, acabaríamos com a violência no mundo numa geração”.

Quando trabalhamos com crianças praticamos uma boa ação em relação a elas e a humanidade, elas são o futuro e a esperança da terra.

Como professores e educadores, devemos apenas plantar a sementinha da reflexão, do autoconhecimento, do respeito por tudo e todos, para que sejam capazes de assumir seus erros, de aprender com eles, de se arrepender, de respeitar às leis da natureza, de cuidar de seus corpos, e desenvolver uma vida simples e um pensamento elevado.

O yoga é capaz de acalmar a mente, diminuir os batimentos cardíacos, controlar a respiração, aliviar o estresse e aumentar a qualidade de vida. Respirar corretamente e praticar afirmações positivas ajuda as crianças a aquietar a mente. 

Segue abaixo alguns dos inúmeros benefícios do yoga para nossas crianças:

  • Melhora a consciência corporal;
  • Ajuda no crescimento, flexibilidade e fortalecimento;
  • Desenvolve habilidades motoras;
  • Aumenta a concentração;
  • Eleva auto-estima e confiança;
  • Ajuda a ter consciência do momento presente;
  • Cultiva o estado relaxado do corpo e mente;
  • Disciplina e responsabilidade;
  • Controle das emoções;
  • Diminui a ansiedade;
  • Aumenta a criatividade;
  • Interação social;

Meditação

Meditar oferece muitos benefícios e pode ajudar a manter nossas crianças mais calmas e equilibradas.

Do ponto de vista fisiológico, crianças com menos de oito anos de idade não precisam de muito treinamento formal de meditação, o mais importante seria que seus pais meditassem e assim elas teriam um ambiente mais saudável, mais relaxado e consciente para se desenvolverem.

Quando trabalhamos meditação para crianças a partir de 8 anos, o nosso objetivo principal é apoiar o desenvolvimento físico e mental equilibrado. Isso ajuda a criança a estar preparada para enfrentar sentimentos, desejos e impulsos que surgem a partir dessa idade, além de melhorar a capacidade da criança aprender, absorver e digerir informações.

Na fase da pré-adolescência e adolescência, podemos utilizar formas mais clássicas de meditação para que eles possam ficar relaxados e que sejam capazes de se concentrar. Técnicas de visualização são ótimas para essa faixa etária, exercícios de atenção plena e de consciência respiratória também são bem vindos. Os benefícios da meditação não se limitam somente a nível emocional, mas também a nível comportamental, social e físico.

Seguem abaixo alguns benefícios da meditação:

  • Aprendem a relaxar;
  • Aumentam sua concentração;
  • Melhoram sua auto-estima;
  • Desenvolvem inteligência emocional;
  • Melhoram a disciplina;
  • Desenvolvem autoconfiança;
  • Melhoram o autocontrole;
  • Tornam-se mais calmos e tranqüilos;
  • Melhoram o equilíbrio;
  • Descobrem a paz interior;
  • Melhoram o comportamento em relação a colegas e professores quando a meditação é praticada em sala de aula

A meditação também:

  • Reduz a pressão sanguínea e ansiedade;
  • Aumenta a produção de serotonina, melhorando o humor e o comportamento;
  • Melhora o sistema imunológico;
  • Aumenta a criatividade;
  • Aumenta o foco;
  • Desenvolve a intuição;

Mas como trabalhar a meditação com crianças e jovens?

Como fazer com que fiquem quietos e concentrados para meditar?

A melhor forma de iniciá-los na prática é através de pequenos roteiros, como um filme que passará em suas cabeças e de preferência tendo eles como personagens. Desta forma é mais fácil manter o foco. Com o passar do tempo, outras técnicas podem ser utilizadas, pois já estarão mais acostumados aos momentos de concentração.

Eu gosto de fazer algumas brincadeiras do tipo: fingir que são super heróis e que os seus sentidos estão super aguçados, e então ficamos em silêncio por um minuto tentando perceber primeiro todos os sons ao nosso redor, depois compartilhamos o que cada um ouviu, em seguida fazemos o mesmo exercício, mas agora com os cheiros, e assim por diante.

Dá pra brincar também de estátua, e vai aumentando o tempo de permanência aos poucos.

Onde?

Devemos buscar lugares tranquilos e confortáveis, com clima agradável e principalmente livre de estímulos que possam distrair nossos alunos. Alguns acessórios como almofadas, cobertores ou máscaras para os olhos, podem ser úteis em nossas práticas

Precisamos ter uma sala totalmente livre de estímulos, por experiência própria, quando são muito pequenos, se tiver qualquer coisa que possa tirar a atenção deles, é melhor tirar da sala. As crianças se distraem muito facilmente.

Como conduzir a prática?

Seja claro, fale com calma e tranquilidade, sem pressa, dando tempo para que a visualização possa ocorrer. Toda história tem princípio, meio e fim, e o respeito a estes tempos permite que a criança se envolva com a história e em sua mente consiga interagir. Para que elas se adaptem a prática, faça pequenas pausas entre os parágrafos de sua história, desacelerando ainda mais o ritmo e diminuindo o tom de voz, para que a cada trecho da história elas fiquem ainda mais relaxadas. Utilize a respiração como ferramenta durante as meditações.

Independente qual for o momento da prática, planeje com antecedência sempre que possível para ter todos os recursos necessários disponíveis. Estabelecer roteiros e objetivos ajudam ao professor a conduzir melhor todas as suas aulas, e claro, sempre ter cartas na manga para qualquer imprevisto.

A meditação não precisa ser longa, podemos iniciar com práticas de um ou dois minutos e aumentar estes tempos a medida que percebemos que eles já estão acostumados ao tempo atual.

Melhor 1 minuto focado do que 5 minutos com o aluno disperso.

Pranayamas

Através do exercício, podemos melhorar nossa forma de respirar, o que surtirá efeito em todo nosso organismo.

Evitamos as fases de retenção com crianças de até 12 anos, a menos que elas já estejam acostumadas aos exercícios de respiração.

Os exercícios não devem causar dores, tontura ou qualquer tipo de desconforto. Diante de qualquer manifestação interrompa a prática e comunique aos pais as queixas do aluno.

Uma forma de ensinar os pequenos a respirarem no modelo: inspiração nasal e expiração oral, é utilizando uma flor (sugestão: pingar algum óleo essencial) e um cata-vento.

Outra respiração que gosto de fazer é a do balão, cada criança imagina que tem um balão em sua barriga, deixe que eles escolham a cor do seu balão, e instruir para perceberem o balão se enchendo e esvaziando somente com a respiração, sem forçar a barriga para dentro ou para fora, podemos fazer sentados ou deitados.

Existem diversos exercícios de respiração que podemos fazer com eles, podemos usar as nossas mãos, ursinhos de pelúcia, esferas que aumentam de tamanho, podemos usar canudos e algodão, bolinhas de sabão, é só usar a criatividade.

Doshas

Toda criança precisa ser tratada como um indivíduo, levando em conta suas próprias características e necessidades físicas e emocionais, o que pode exigir alimentos diferentes, rotinas diárias e exercício específicos.

Quando você sabe o dosha dominante do seu aluno, é capaz de lidar melhor com as situações que surgem.

Crianças kapha – são muito carinhosos; gostam de abundância de atividade, tendem a gostar de cantar, então é uma boa idéia colocar músicas nas aulas (para compartilhar aqui uma experiência, não deu muito certo quando levei caixinha de som nas aulas, pois eu tinha que alterar as músicas pelo celular, então as crianças não queriam fazer a aula, só queriam tentar olhar o celular); aprendem melhor pela associação, então contar histórias e criar experiências vão ajudar a tornar o assunto relevante para eles.

Seja paciente, trabalhe no ritmo deles e não desista.

Eu tive uma aluninha de 4 anos que era uma graça, que analisando de uma forma superficial, acredito que tinha desequilíbrio em kapha, muito carinhosa. Uma vez eu fiz uma brincadeira de cromoterapia, as crianças precisavam olhar pra cor rosa e colocar as mãos em seus corações, ficamos um tempinho em silêncio ouvindo o nosso coração, e depois compartilhávamos se o coração tinha dito algo. Essa aluna disse que o coração falou que amava a tia (eu J), já a outra criança disse que o coração não falou nada (kkkkk crianças são sinceras).

Crianças pitta – são ativos, querem ser o melhor da aula; são competitivos; gostam de ler; gostam de estar no comando. Você pode ensinar técnicas para ajudá-los a controlar sua raiva e melhorar seu relacionamento com os demais.

Nas nossas aulas nunca incentivamos a competição, todos ganham e se beneficiam da prática.

Crianças vata – têm grande imaginação e são talentosos em inventar histórias; são vistos como desligados; aprendem as coisas rapidamente e esquecem também; são aprendizes auditivos, é mais fácil para eles ouvirem uma história, ao invés de tentar sentar e ler por longos períodos.

Muitas vezes, crianças com o que os cientistas chamam de TDAH são vata dominante, e estudos recentes vêm demonstrando que a prática regular de yoga pode ser benéfico para essas crianças. Os estudos perceberam uma melhora nas crianças quanto à prestar atenção nas aulas, assim como um convívio melhor com outras crianças.

O ayurveda nos dá ferramentas para entender melhor nossos alunos e assim buscar a prática que mais os beneficiem.

Filosofia

Trabalhar filosofia com crianças é criar a prática de pensar, um ambiente onde os questionamentos possam ser investigados e não respondidos com verdades absolutas ditadas pela experiência do professor.

É garantir a liberdade de pensar, escolher, agir e expressar e assim poder lidar de maneira inteligente com desafios e conflitos da vida, fugindo do comodismo de conceitos prontos.

Podemos definir Yamas e Niyamas como “coisas que não devemos fazer” e “coisas que devemos fazer”, ao invés de utilizar expressões como certo e errado usado muitas vezes de forma repressiva. Segue abaixo alguns exemplos:

  • Não ser violento comigo ou com os outros
  • Ser solidário a mim e aos outros
  • Não mentir (aqui posso dar um exemplo que já usei em uma aula, eu usei a história do Pinóquio pra exemplificar esse yama)
  • Ser sincero comigo e com outros
  • Ser grato pelo que eu tenho
  • Aprender sobre mim e sobre o mundo ao meu redor
  • Sempre confiar no poder dentro de mim

Psicomotricidade

A psicomotricidade é a relação entre o pensamento e a ação, envolvendo a emoção, como ciência da educação, procura educar o movimento, ao mesmo tempo em que envolve as funções da inteligência.

A educação a partir do próprio corpo é o principal objetivo da psicomotricidade, a estimulação do desenvolvimento psicomotor é fundamental para que haja consciência dos movimentos corporais integrados com a emoção e expressados pelo movimento, o que proporciona ao ser uma consciência de indivíduo integral.

O yoga é um dos instrumentos mais ricos para o desenvolvimento psicomotor de uma criança, fortalecendo habilidades que são cruciais para a sua evolução. Fatores como lateralidade, organização, noção espacial, esquema corporal são trabalhados, que são competências fundamentais para o progresso de uma criança até na sua vida acadêmica. 

Yoga para crianças

O OBJETIVO NÃO É FAZER AS CRIANÇAS FICAREM QUIETAS.

Temos que ter isso bem claro pois já vi muita gente achando que as crianças devem ficar quietas, “relaxando”, exatamente como na aula dos adultos, mas, na prática isso não acontece e não é objetivo da aula.

Crianças são ativas por natureza e não costumam ficar sentadas por longos períodos e muito menos permanecer em silêncio, a maior dificuldade que você encontrará será em manter a atenção e o interesse deles.

Para isso, use e abuse da criatividade, combine um espírito lúdico e criativo, com muita paciência e amor.

Gostar de crianças leva uma escolha natural de trabalhar com elas. Querer dar sua contribuição para uma sociedade mais equilibrada também.

O stress, a pressão e cobrança na vida das crianças e jovens são cada vez maiores e as crianças precisam muitas vezes melhorar a auto-estima, por este motivo as aulas devem definitivamente ser diferentes das aulas para adultos. Atenção, carinho e comprometimento são tão importantes quanto saber ensinar um asana.

Planeje sempre suas aulas com antecedência e tenha cartas na manga para enfrentar situações inesperadas.

Já aconteceu comigo, de tentar todas as cartas na manga e mesmo assim a aula não desenrolar, as crianças às vezes não estão afim, não estão bem ou por algum outro motivo, e está tudo bem, temos que trabalhar essa situação em nós mesmos, pra não ficarmos frustrados.

Existem muitas maneiras de adaptar as aulas para crianças e inicialmente algo que nos ajuda neste processo é adaptar jogos, brincadeiras e histórias tradicionais às práticas que queremos trabalhar.

Crianças não devem manter posturas por longos períodos, porque seus corpos são frágeis e poderiam sofrer algum tipo de lesão. Permita a eles descobrir seus próprios limites onde a criança é quem decide se deve continuar em uma posição específica ou não.

As posturas realizadas em duplas são muito legais porque permitem que as crianças compreendam completamente o conceito de unidade e trabalho em conjunto, inspirando a serem gentis, pacientes, aceitando e respeitando as dificuldades e diferenças entre eles e seus pares.

Sugestão para montar a aula:

Acolhimento: saber como nossos alunos estão se sentindo, o que fizeram antes da aula, etc.

Aquecimento: importante para evitar lesões, podemos dançar, rolar, pular.

Exercícios de respiração: tenha sempre preparadas atividades deste tipo para manter a ordem na sala. Balões, bolinha de sabão e canudos são ferramentas que devem estar sempre a mão.

Prática de asanas: certifique-se que são acessíveis para não gerar frustração, insegurança.

Relaxamento: Deitar, exercícios de respiração deitados ou sentados, desenhar ou colorir, exercícios de visualização.

*Dar a possibilidade de que participem de forma mais ativa de seu próprio processo faz com que eles se sintam importantes, confiantes e felizes.

*Definitivamente a aula precisa ser dinâmica e divertida.

Eu costumava levar uma canga para as aulas das crianças, essa canga eu fingia que era o nosso tapete mágico e cada aula viajávamos para algum lugar diferente do mundo, ou íamos para uma floresta ou uma praia, ou pro deserto, enfim, dá pra explorar bem esse lado com eles, começamos a contar uma história e introduzimos as posturas aos poucos, já que os asanas são quase todos relacionados a elementos da natureza. Esse era o único momento em que eles realmente ficavam quietinhos e de olhos fechados sentindo a brisa do ventinho tocando o rosto durante nossa viagem de tapete mágico.

Podemos também contar a história de uma criança que acordava de manhã e gostava de se espreguiçar e vamos criando uma rotina pra essa criança, ao mesmo tempo em que vamos introduzindo algumas posturas.

As aulas definitivamente são sempre bem lúdicas com as crianças.

Já a partir dos 8 anos a aula não é tão lúdica, os alunos já não querem esse tipo de aula, já estão um pouco mais maduros, ainda uso os elementos da natureza mas de outra forma. Uso bastante exercícios de respiração com esse grupo.

Yoga para adolescentes

Devemos adequar as atividades à medida que eles crescem.

Com os jovens podemos além do desafio de asanas mais complexos, introduzir práticas respiratórias e bandhas, podemos também estudar mais profundamente a filosofia através de debates, jogos de perguntas e respostas.

A adolescência é um momento estressante para a maioria dos indivíduos. O corpo está mudando, a mente está passando por uma variedade de altos e baixos, onde as responsabilidades acadêmicas e as demandas sociais são crescentes. É um tempo de reestruturação do cérebro e, portanto, um período crítico para o estabelecimento de regulação fisiológica, emocional e cognitiva.

Praticar yoga com regularidade pode melhorar e estabilizar os processos do sistema nervoso. Com mais estabilidade os adolescentes ganham auto-estima, atenção reforçada, foco e concentração o que facilita na compreensão e solução de problemas.

A meditação será trabalhada em busca de objetivos, como por exemplo, manter o foco, a calma e a concentração para o vestibular ou se desligar dos estudos e limpar a mente.

Para a aula dos adolescentes podemos utilizar as técnicas dos adultos.

Yoga para crianças com deficiências

Acho importante iniciar essa parte do trabalho dizendo de como afinal, denominar pessoas com deficiência. Fiquei com bastante dúvidas então fiz algumas pesquisas e vi que a Convenção sobre os direitos das Pessoas com Deficiência já considerava que a própria deficiência é um conceito em evolução.

Assim, as convenções e os tratados internacionais trouxeram ao Brasil a concepção adotada atualmente da expressão “pessoa com deficiência” para denominar essa condição.

Dessa forma, não importa se a deficiência é física, auditiva, visual ou intelectual, a referência que se faz é a uma pessoa com deficiência. Além disso, a referida Convenção destaca ainda em seu preâmbulo o reconhecimento de que:

a deficiência resulta da interação entre pessoas com deficiência e as barreiras atitudinais e ambientais que impedem sua plena e efetiva participação na sociedade em igualdade de oportunidades com as demais pessoas.”

Com essa concepção, confirma-se que a pessoa não é “portadora” de uma deficiência que lhe é intrínseca, mas que esta resulta das barreiras do ambiente físico e social. E, por essa razão, a denominação consolidada é mesmo “pessoa com deficiência”.

Uma variedade de problemas físico-motores, sócio emocionais e cognitivos afetam crianças com deficiências.

O Yoga desenvolve a consciência corporal, aumenta a flexibilidade geral, coordenação e força, alonga e fortalece a musculatura da coluna vertebral, melhora a postura, sendo muito benéfico para crianças com rigidez articular, rigidez muscular e hipotonia (diminuição do tônus muscular e da força), o yoga aborda a criança como um todo e seus benefícios vão muito além do condicionamento muscular e físico.

Estudos mostram que crianças com transtornos do espectro do autismo podem melhorar a sua condição sistematicamente.

O yoga que não só melhora sua flexibilidade, força e equilíbrio, mas também foco e sentido de autoconsciência, além de acalmar e poder ser usado também com sucesso no transtorno de estresse pós-traumático, mostrando redução significativa da depressão e ansiedade, fazendo com que eles consigam se sentir mais relaxados e menos estressados.

Uma aula em grupo permite que as crianças interajam, se comuniquem e se relacionem em um espaço onde vão partilhar, brincar e trabalhar juntos.

Além disso, as crianças aprendem a escutar, seguir instruções, gerenciar a frustração e raiva e resolver conflitos pacificamente.

Nosso papel é integrá-las para que possam se relacionar melhor com tudo e com todos.

As crianças e adolescentes observam e absorvem do mundo em torno deles e carregam isso para o resto de suas vidas.

Eles estão em período de desenvolvimento social, o que envolve aprendizagem de valores, conhecimentos e habilidades que permitem se relacionar com os outros.

É por isso que o nosso trabalho se torna mais nobre e importante, é essencial ser consciente da forma como interagimos e nos comunicamos com eles e suas famílias.

Devemos entender nosso papel nesse desenvolvimento, ajudar a construir um sentido positivo de sua própria identidade e ajudar nas relações com as pessoas e com o mundo ao seu redor.

Crianças e adolescentes precisam desenvolver sua capacidade de reconhecer e gerenciar suas emoções e sentimentos.

Conclusão

Cultive o amor, respeito por tudo e todos na formação de valores das crianças e faça o que estiver ao seu alcance para que eles se sintam seguros, amados e valorizados como indivíduos.

Uma das formas de se desenvolver como professor, independente do seu público, é fazendo trabalho voluntário em instituições de caridade ou ONGs, que nos permitem interagir com diferentes realidades sociais, culturais e isso enriquece nossa experiência além de ajudar ao próximo.

“O yoga é um dos maiores presentes que podemos dar as crianças e jovens, já que ajudaremos a prepará-los para o futuro. Um futuro de equilíbrio, confiança, auto-estima e felicidade”.

Recomendações

Pequenos Yogis

https://www.pequenosyogis.com.br/

Yoga com histórias

https://www.yogacomhistorias.com.br/

Cris Pitanga

Referências:

Curso de formação em yoga para crianças e jovens – Pequenos Yogis

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